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Notícias do Mercado

Segunda onda na certificação digital


29/06/2018 - Fonte: DCI - Diário comércio indústria e Serviços

O mercado da certificação digital, que em uma primeira onda ficou atrelado ao cumprimento de obrigações com o governo, se prepara para uma nova fase. E de muita expansão. “Vivemos num mundo movido pela novidade das tecnologias e o certificado digital é a identidade digital de pessoas jurídicas e, também, cada vez mais, das pessoas físicas”, afirma Maurício Balassiano, diretor de Certificação Digital da Serasa Experian. “Há muito entendemos que é muito interessante o caminho da assinatura digital e do uso do certificado por parte das empresas, não só para cumprir essas obrigações”, acrescenta o executivo.Nova cultura empresarialA partir da utilização da assinatura digital que o certificado digital permite, é possível implantar uma nova cultura empresarial, argumenta Maurício Balassiano. “Desde o controle de acesso na entrada da empresa à manipulação de estoques, relacionamento com fornecedores e clientes, tudo pode ser feito de forma segura e sem o uso de documentos físicos. Planejamento, gestão financeira, contratos. De um complicado plano estratégico ao simples envio de um email, tudo pode passar a ser regulado pela dertificação digital, com rastreamento do autor ou autores das ações.”Convergência do real para o virtualAinda de acordo com o diretor da Serasa Experian, a convergência do mundo real com o digital é inevitável. Ele lembra que nos últimos quinze anos, a empresa emitiu 10 milhões de certificados digitais válidos. “Agora, estamos prontos para entrar em um novo patamar, sair das aplicações públicas e entrar em novas fronteiras, ajudando as empresas e as pessoas físicas, e não só os contadores, a dar uma conotação positiva a esta ferramenta”, enfatiza. “A ampliação do uso do smartphone fomenta um choque cotidiano da maneira de fazer as coisas e os negócios.”Amplo universo de aplicaçãoUm bom exemplo nesse sentido se deu no Poder Judiciário, observa Balassiano. “No início, há mais de uma década, era preciso explicar muito como funcionava a certificação. Hoje, é inconcebível que um juiz, promotor ou advogado ignore a forma de atuar no meio virtual. Outro segmento que tem crescido nesse sentido é o voltado aos profissionais da saúde. Com a adoção dos prontuários eletrônicos, que permitem acompanhar todo o histórico do paciente, tratamentos e medicações se adotados de forma mais segura, rápida e prática”, ressalta.A hora é do eSocialA partir de julho, o eSocial, será exigido a um rol de milhões de empresas. “Por que não aproveitar o momento e ampliar o uso, implantar uma ferramenta que permite reduzir custos e, o que é melhor, atuar em níveis de segurança altíssimos, que só a certificação digital permite?”, questiona o diretor da Serasa Experian, uma das certificadoras no Brasil. Na primeira fase, a certificação digital tornou os sistemas menos sujeitos às fraudes, facilitou envio de relatórios, o pagamento de tributos, entre outras. Aos poucos, novas funções foram agregadas. Preço do petróleo e crescimento global...

O aumento do preço do petróleo, ligado a fatores pontuais e o crescimento da economia global geram a maior pressão inflacionária e devem trazer mais aumentos da taxa de juros de curto prazo. Segundo o diretor da Liberta Global, escola de investimentos internacionais do Grupo L&S, o mercado já vai antecipando o final de um longo ciclo de expansão na economia global, sinalizado pela queda dos juros futuros mais longos, por exemplo. O aumento do valor do petróleo iniciou há alguns dias, quando em reunião da OPEC [na sigla em inglês, a organização dos países produtores] foi anunciado aumento de produção inferior à expectativa do mercado. “A imposição de sanções pelo governo americano contra países que compram petróleo iraniano, também colocou pressão em cima do valor”, lembra o especialista.

...devem pressionar alta de juros no Brasil

Além da questão do petróleo, os emergentes apresentam forte queda, puxados pela China. E o dólar está se valorizando em relação a outras moedas, inclusive ao yuan chinês. Para Ruschel, isso demonstra que talvez a estratégia da China seja desvalorizar sua moeda para combater o avanço americano em termos da guerra comercial, com imposição de tarifas sobre seus produtos. A própria guerra comercial em curso diminuiu os prospectos de crescimento da economia global, afetando especialmente países mais frágeis. “Isso acaba impactando o Brasil, que ontem demonstrou uma forte pressão compradora em cima do dólar e queda nas ações, seguindo o fluxo internacional e ainda refletindo o componente interno das incertezas políticas geradas pelo comportamento do STF nos últimos dias”, completa Ruschel.

Na raiz do problema

Tributos prediletos da União federal — por não serem divididos com estados e municípios —, o PIS e a Cofins são tóxicos para as empresas em um cenário de estagnação econômica como o atual. Somadas, essas contribuições totalizam alíquotas de 3,65% no regime cumulativo a até 9,25% do faturamento no regime não-cumulativo. A substituição desses tributos pelo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que já funciona em 160 dos 193 países no mundo, será discutida por representantes de empresas, do Fisco federal e tributaristas, de hoje a domingo (1 de julho), em Gramado (RS). "Se a criação do IVA nacional for realmente utópica, ao menos deve ser retirada a limitação ao crédito do PIS/COFINS hoje em vigor, autorizando as empresas a compensar 100% das despesas relacionadas direta ou indiretamente à atividade empresarial”, opina um dos palestrantes, o professor André Mendes Moreira, professor de Direito Tributário da UFMG e sócio do escritório Sacha Calmon Misabel Derzi - Consultores e Advogados.