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A sustentabilidade no setor de TI


Publicado no boletim da ASSESPRO

Respeito ao meio ambiente, sustentabilidade, uso consciente dos recursos diversos e, em especial, dos naturais e energéticos. As questões ecológicas têm sido fortemente discutidas em todos os setores, incluindo as empresas que fazem parte do setor de Tecnologia da Informação.

Há alguns anos, as empresas de tecnologia vêm voltando suas atenções para a influência e o impacto causado no meio ambiente, trabalhando pela consciência ambiental e realizando ações de sustentabilidade. A chamada TI Verde, cada vez mais, ganha espaço nas corporações, até mesmo pelo fato de que uma atuação consistente em TI leva a empresa a ser percebida com mais valor pelo mercado e pela sociedade.

Critérios de sustentabilidade estão pautando, inclusive, as decisões de investimento das empresas nos departamentos de tecnologia da informação. Além da compra de equipamentos que consomem menos energia, as práticas mais comuns na adoção da TI Verde estão ligadas à virtualização de servidores, reciclagem de eletrônicos e até à economia de papel em parques de impressoras.

A Assespro-SP é um caso exemplar desta última categoria. Desde julho, a associação oferece aos seus associados certidões de exclusividade no formato eletrônico. O objetivo é agilizar e dar mais segurança aos trâmites para a concessão do documento.

“Anteriormente, no formato tradicional (em papel) levávamos, em média, sete dias para realizar todo o processo, que envolvia: preparar a certidão, colher as assinaturas dos diretores e enviar pelos Correios aos destinatários. Já no formato eletrônico, o tempo pode ser reduzido para minutos. Além disso, os custos para as empresas são reduzidos sem a necessidade da emissão da certidão pelos correios”, afirma Marcos Sakamoto, presidente da Assespro-SP.

Desde julho, quando a Assespro-SP iniciou a emissão das certidões digitais, 24 empresas participaram do novo processo. “Ainda há uma certa desconfiança das empresas com relação à validade da certidão digital. Porém, o documento eletrônico é garantido pela medida provisória 2200-2, de 24 de agosto de 2001, que estabelece que todo documento em forma eletrônica tem assegurada a autenticidade, integridade e validade jurídica desde que utilize certificados digitais padrão ICP-Brasil”, afirma Ricardo Theil, diretor de assuntos corporativos da QualiSoft, parceira da Assespro-SP.

As iniciativas usadas pelas empresas incluem também a captação da água da chuva em data centers e o uso de videoconferência para evitar viagens e a emissão de gás carbônico (CO2). Prova da preocupação das empresas com a sustentabilidade em TI é o levantamento feito pela International Data Corporation (IDC), segundo o qual 80% dos executivos brasileiros dizem que iniciativas de TI Verde estão crescendo em importância nas suas organizações.

Esta tendência está sendo percebida, na prática, pela QualiSoft - empresa parceira da Assespro-SP na emissão de certidões digitais. “Enquanto o mercado de software evoluiu à taxas médias anuais inferiores a 10% nos dois últimos anos, os produtos e serviços de Assinatura e Certificação Digital da QualiSoft tiveram um crescimento de 90% em 2012 e devem crescer mais de 200% em 2013 com a adesão de centenas de novos clientes. Isto indica claramente que as empresas continuam comprometidas com a redução de custos e o aumento da eficiência operacional, e também estão cada vez mais engajadas com a questão da sustentabilidade ambiental e empresarial”, afirma Waldemar Felippe, CEO da empresa”, afirma Waldemar Felippe, CEO da empresa.

Até mesmo emendas em projetos de lei estão sendo realizadas para que produtos fabricados de acordo com padrões de sustentabilidade ambiental tenham preferência em licitações públicas.

“É evidente que a onda verde veio para ficar e esta pressão só tende aaumentar. Vale lembrar que até mesmo a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) já possui seu Índice de Sustentabilidade Empresarial que avalia, entre outros fatores, os esforços das empresas na preservação ambiental. Diante de tudo isso, é imprescindível que as empresas de TI possam se adequar a esta realidade e, cada vez mais, aliar desenvolvimento tecnológico à preservação ambiental”, finaliza o presidente da Assespro-SP .